Meu novo livro: Novas abordagens

Meu novo livro: Novas abordagens

sábado, 27 de outubro de 2007

Sobre o Apocalipse - Artigo - Diário do Nordeste


LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO

Sobre o Apocalipse
A cidade mais antiga do mundo, segundo arqueólogos e os textos bíblicos, é Jericó, em Israel, e de lá também provém muito dos conhecimentos do mundo antigo que foram alguns corroborados pelos pesquisadores, porém, muito dos escritos são tratados apenas como mitos e quimeras. Israel, que é limítrofe com vários países históricos, revela-nos vários segredos enigmáticos para se compreender alguns fatos da historiografia da humanidade e do mundo. O Egito, com suas noventa pirâmides, dispõe de ensinamentos preciosos em seus hieróglifos, datados anteriores a Era Cristã, inclusive sobre o Apocalipse, que em grego quer dizer: revelações. Na América Central, os Maias, pasmem, já falavam antes mesmo da Era Cristã do Apocalipse, e no seu calendário, a Nova Era iniciará no dia 21 de dezembro de 2012, porém, nosso atual calendário, o gregoriano, começou a ser contado por volta do ano VI da Era Cristã. Segundo o conhecimento dos Maias, esta será a quinta vez que acontecerá essa movimentação brusca na Terra que ocorre a cada período de 12 mil anos. O ultimo livro do Novo Testamento, o Apocalipse, portanto, não é inédito quando fala de cataclismas e fatos terrificantes para toda a humanidade. Deve-se ressaltar que, o Alcorão, livro sagrado dos mulçumanos, também fala da hecatombe, porém, ambos, sem anunciar datas. O livro sagrado do Judaísmo, a Torá, não fala de Apocalipse, pelo contrário, Abraão prenuncia apenas a conquista da terra prometida para o povo judeu, Canaã, em Israel. A 3ª guerra mundial é inevitável e sempre aconteceram conflitos antes das grandes mudanças glaciais na Terra, pois a historiografia da humanidade é mera repetição de fatos, mas poderia ter sido mudada. De tudo que pesquisei e estudei sobre os antigos conhecimentos, digo-lhes, em tese, os escolhidos ou eleitos, citados nos textos, são aqueles caridosos, os que conseguiram perdoar seus semelhantes, respeitaram a Natureza e não tem ódio em seus corações, pois tudo isso são conhecimentos que foram amealhados de diversas culturas e compendiados pelos antigos e não me parece ser obra divina a sua gênese.
* Psicanalista

domingo, 21 de outubro de 2007

Teoria da conspiração - Artigo - Diário do Nordeste


Opinião
LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO

Teoria da conspiração

Os enunciados dos paladinos da teoria da conspiração no mundo possuem argumentos fortes. Tratados como loucos ou alucinados, os intelectuais que afirmam haver uma conspiração contra a humanidade não falam à toa e sem razão. Há diferença substancial entre “negar” e “não acreditar”. Quando você nega tem-se que usar argumentos válidos para desconstrução da hipótese, mas quando não se acredita, apenas crê-se que deve ser algo tão absurdo que foge ao raciocínio lógico, daí a maioria das pessoas apenas não acreditar na conspiração. Se o homem pudesse livremente decidir se quer ou não ir à guerra, não haveria conflitos no mundo, mas quem decide são sempre os governantes e os “lideres” religiosos que criaram o “ódio” virtual entre os povos – sempre potencializado pela mídia -, pois são lutas inglórias e insanas, onde os únicos vencedores são os fabricantes bélicos e os bancos que financiam os genocídios. Adolfo Hitler queria dominar o mundo e esteve várias vezes no Tibete aprendendo técnicas de persuasão de massas usando até o esoterismo. Quantas perguntas sem resposta até hoje. Por que tantas mortes misteriosas? Por que somente cinco países têm poder de veto no conselho de segurança da ONU? Para quem serve as sociedades secretas? Por que afirmam que os EUA sabiam com antecedência dos atentados de 11 de setembro e nada fez para impedi-los? Por que tantas guerras? Por que os EUA têm sempre que ter um inimigo? Por que o governo brasileiro, que se diz do povo, não rompeu com os banqueiros internacionais e com a divida externa que já foi paga várias vezes? E tantas outras que não caberiam aqui? Não há argumentos e/ou atitudes nos nossos governantes e autoridades que levem a crer que há bondade e boa-fé em suas mentes. Não vejo interesse em se acabar com a criminalidade. Só são condenados os que não estão no esquema. Esse atual sistema foi algo bem bolado, mas eles – os conspiradores – achavam que nunca seriam desmascarados. Como dizem os niilistas: a ignorância é a causa de todos os males da humanidade. Não encontro elementos para negar a teoria da conspiração no mundo.
* Psicanalista

sábado, 6 de outubro de 2007

Elogio da lucidez - Artigo - Diário do Nordeste


Opinião
LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO

Elogio da lucidez


A pluralidade de religiões, credos, seitas e doutrinas, já ultrapassou a casa das três mil denominações no mundo. Cada qual afirma ter a verdade absoluta e a alquimia, e trazem deuses e dogmas inexplicáveis e fantasiosos que ninguém nunca conseguirá provar, dai as mesmas dizerem que é preciso ter “fé”. O fanatismo religioso tem comprometido a plenitude da lucidez nas pessoas e muitas estão caminhando para continentes obscuros e perigosos. No aspecto social universal, as religiões têm servido de “pano de fundo” para as guerras, e a próxima, será inevitável. Desde o politeísmo que o homem procura adorar objetos e animais como se deuses fossem, e com o advento do monoteísmo passou-se a crer e a reverenciar apenas a um único Deus, que na mitologia bíblica, teria sido o criador do Universo e autor da vida - quando não se tem explicação para algo, cria-se um mito.As pessoas entram nessas arapucas religiosas geralmente quando estão fragilizadas, e no desequilíbrio momentâneo são induzidas a acreditar em todas essas fantasias que as religiões oferecem. Na verdade são empresas comerciais como qualquer outra e todos ali, estão faturando o seu pão-nosso-de-cada-dia, ou é mentira? Todos os dias aparecem novos “gurus” pregando o amor e a paz no mundo, mas, na sua maioria, além de delirantes, sofrem de perturbações mentais, diz a psiquiatria, e a história tem confirmado essa nosografia. No ano de 1978, nos Estados Unidos, o reverendo Jim Jones, que pregava o amor, induziu seus seguidores a tomar suco de laranja envenenado com cianureto e analgésico, causando 914 mortes e é o maior suicídio coletivo da história da humanidade. O mega empresário brasileiro, Bispo Edir Macedo, afirma ser o intermediário entre Deus e a humanidade e que somente em sua igreja há essa tal salvação e vincula as pessoas a sua seita para extorqui-las. O milionário indiano, Satya Sai Baba, diz pra quem quiser ouvir que é o próprio Deus e já até anunciou qual será o seu nome na próxima encarnação. O diagnóstico desses citados acima é teocentrismo e obsessão crônica, que é o estágio mais longínquo da lucidez.

* Psicanalista

sábado, 22 de setembro de 2007

Processo evolutivo - Artigo - Diário do Nordeste


LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO

Processo evolutivo


Bilhões de pessoas confundem “devoção” com “evolução” e nada tem a ver uma coisa com a outra. Na devoção, se adoram imagens, santos, pessoas, animais, deuses, etc., e nesse estágio não há evolução espiritual alguma, pois o devoto sempre ficará preso a dogmas e ao passado, e assim, nunca avançam. Na evolução é justamente ao contrário, pois somente se entra no processo evolutivo quando se abandona todos esses padrões mentais e essas “bengalas” psicológicas que são as imagens, crenças, deuses e amuletos. Verdadeiramente deve se dizer que, é muito discreto o número de pessoas que estão dentro do processo evolutivo, e isso não é bom para a humanidade. Há muito fanatismo e as pessoas “devotadas” estão impermeáveis à verdade e a novas idéias. No Tibete, os tibetanos caem pelo chão num ritual de desprezo à dignidade humana, mas, acreditam eles, que essa devoção aos “deuses” os levará à devoção. Na Rússia, no século XVIII, a seita mística Skoptzy castrava o pênis dos seus devotos numa negação da procriação, e na Índia, ainda hoje, na comunidade Hijras, a castração peniana é praticada e exortada pelos devotos. No Nepal, em Katmandu, há todos os sábados o ritual do sacrifício do animal, que, segundo eles, dá sorte e saúde aos devotos que sacrificarem seus animais degolando-os. Ao contrário do que se pensa, não há na Índia nenhuma coqueluche de evolução, mas contradições é o que não faltam, pois os ditos mestres espirituais de lá não tiveram tempo para estudar, pois priorizaram arrecadar dinheiro de seus devotos, daí o grande equivoco em relação à devoção e evolução. A Índia há milênios não avança um só milímetro em matéria de evolução espiritual, pois a tradição do devotamento é muito forte e não se vê ninguém querendo mudar o final dessa triste história. De todos os países que conheci, a Índia foi certamente o local que mais devotos encontrei, e uma cultura destruída pelo capitalismo e pelo fanatismo religioso. Num olhar imparcial, digo-lhes, foi dramático o que por lá descobri. Retornei da Índia preocupado com o futuro daquele humilde, devotado e enganado povo.
* Psicanalista

domingo, 9 de setembro de 2007

Ensaio das obsessões - Artigo - Diario do Nordeste


LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO

Ensaio das obsessões


Os atos do homem, não somente são dirigidos pelo inconsciente, como dizia Freud, mas também o são pelas obsessões. Essa abordagem leva a quebra de paradigmas de pensamentos e de comportamentos para se entender como as obsessões agem em nossas vidas. Possivelmente todas as doenças mentais e neurológicas, estão ligadas às obsessões - afastada as hipóteses de causas genéticas e/ou orgânicas. A farmacologia tratará de negar esses fenômenos – obsessões – por questão de sobrevivência, mas o fato é que, a maioria das enfermidades no homem, é produzida por disfunção energética. Entender o processo de instalação das obsessões e suas múltiplas facetas, necessita de estudo sobre o tema e de ampla investigação de campo, pois é sutil e aparentemente inofensiva a forma como os espíritos obsessores se apresentam inicialmente nas pessoas. Tem-se observado, com alguma freqüência, que as pessoas usuárias de drogas, álcool, tabaco e até alguns remédios alotrópicos, possuem desejos que não são necessariamente delas, pois muitas não entendem e se queixam de “forças” e impulsos invisíveis para atuação nesses vícios. Assombrar-se-á a comunidade cientifica com a informação de que, muitos homossexuais e lésbicas, nada têm a ver com esses padrões de comportamentos, pois, flagrantemente, foram induzidos por “forças” alheais as suas vontades e que, por não terem reagido, tornaram-se vitimas das obsessões e passam a acreditar equivocadamente que os seus destinos já haviam lhe reservado essas situações. Muitas pessoas sentem-se rejeitadas sem explicação razoável para tanto, o que nos leva a dizer que trata-se também muitas vezes de processo obsessivo. Outras tantas sentem-se e se queixam de perseguição – parafrenia -, mas de onde vem essa perseguição imaginária? Responsabilizar somente a mente humana, não é razoável. E o que dizer da depressão e do “desejo” de morrer, já que não existe efeito sem causa, ou esses seriam “sentimentos” universais inevitáveis? A vigilância no comportamento e no pensamento, evitar ao máximo vícios e fanatismos religiosos, ainda é o melhor antídoto contra as obsessões.
* Psicanalista

terça-feira, 28 de agosto de 2007

No campo das idéias - artigo - Diário do Nordeste


LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO (26/8/2007)

No campo das idéias

O mundo virtual trouxe para toda humanidade, várias oportunidades de conhecimentos, porém, alguns insistem em transformar essa importante ferramenta de conhecimento e interatividade em ambiente hostil e, em alguns casos, até criminoso. Mas a humanidade é assim mesmo e temos que compreender sem julgar os objetivos de cada um na vida, afinal, cada qual é o único responsável pelo seu destino, pois somente se colhe o que se planta, e não adianta depois reclamar.Quando estive em Israel, fiquei encantado com os Kibutzs – em hebraico quer dizer: agrupamento ou comunidade -, pois, dos 285 existentes hoje lá, os mesmos formam verdadeiras famílias, e todos são tratados de igual forma, e se revezam nas atividades do cotidiano. O capitalismo é resistido a todo “preço” dentro dos Kibutzs, pois os seus partícipes priorizam o bem-estar coletivo, ao invés das “delicias” do “vil metal” que tanto mal tem produzido para toda a humanidade. O Orkut – a palavra orkut em turco significa: local das reuniões sagradas - foi criado pelo engenheiro de software, Orkut Büyükkökten, que teve a preciosa idéia de aproximar as pessoas na Internet num site exclusivo de relacionamentos. Também estando na Era da informação on-line e da Internet, disponibilizei no meu Blog - www.nocampodasideias.blogspot.com/ - alguns dos meus escritos para os leitores que por acaso queiram pesquisar, ou mesmo, reler esse ou aquele texto, bem como criticar, sugerir, interagir, enfim, fazer o que quiserem, pois os leitores são os únicos e legítimos destinatários que nós publicistas reconhecemos quando estamos escrevendo algo. Recomendaria, e aqui faço votos de que realmente todos os qualificados leitores façam, a terapia do perdão, que se encontra no Blog, e que dura trinta dias, mas tem valor extraordinário para libertação do passado e do “sentimento de culpa” que todos tem. Não conheço, outra terapia de resultados tão profundos e fantásticos como essa, e num espaço de tempo relativamente pequeno. Copiem e imprimam no Blog a “Oração do perdão”, e comecem o quanto antes o caminho para a grande libertação. Eu garanto.
* Psicanalista

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Vencer contra a sorte - Auto-ajuda

Vencer contra a sorte.

“Aleije-o, e terá um Sir Walter Scott.
Prenda-o numa cela, e terá um John Bunyan.
Enterre-o nas neves de Valley forge, e terá um George Washington.
Crie-o numa miséria abjeta, e terá um Abraão Lincoln.
Submeta-o ao amargo preconceito religioso, e terá um Disraeli.
Aflija-o com asma, em criança, e terá um Theodore Roosevelt.
Torture-o com dores reumáticas até ele não poder dormir sem um narcótico e terá um Steinmetz.
Ponha-o no poço de lubrificação, e terá um Walter P. Chrysler.
Faça dele um segundo violino numa desconhecida orquestra da América do Sul, e terá um Toscanini.

‘Caro Hermam: Obrigada pelo enviado. É realmente inspirador, mas gostaria de acrescentar outro vencedor a essa lista:
Ao nascer, negue a uma criança a faculdade de ver, ouvir e falar, e terá uma Helen Keller.”
“Caros leitores: A coluna de ontem estava cheia de nomes (apresentados pelos meus leitores) de gente que conseguiu vencer lutando contra a sorte. Hoje continuamos a lista:
‘Veja uma criança de talidomida que nasceu com um corpo mirrado e contorcido, sem braços, e verá Terry Wiles que, com o auxilio de parelhos mecânicos, aprendeu a tocar o órgão elétrico, dirigir uma lancha e pintar.
Ampute a perna cancerosa de um bonito jovem canadense, e terá Terry Fox, que fez voto de correr com uma perna só atravessando todo o Canadá, para ganhar um milhão de dólares para pesquisas sobre o câncer. ( Terry foi obrigado a parar no meio, quando o câncer invadiu seus pulmões, mas até hoje já conseguiu cerca de 20 milhões.) .
Depois de ter perdido as duas pernas num desastre de aviação, façam um piloto de caça britânico voar de novo com a RAF, e terão Douglas Bader que, com dois membros artificiais, foi capturado três vezes pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial... e fugiu três vezes!
Cegue-o, e terá um Ray Charles, George Shearing, Stevie Wonder, Tom Sullivan, Alec Templeton ou Hal Krents.

Classifique-o como ‘burro demais para aprender’e terá um Thomas Edison.
Torne-o alcoólatra ‘perdido’ e terá Bill Wilson, fundador de Alcoólatras Anônimos.
Diga que ela está muito velha para começar a pintar aos 80 anos, e terá a Vovó Moses.
Atormente-o co períodos de depressão tão agudos que ele chega a cortar a própria orelha, e terá Vincent Van Gogh.
A sua lista não estaria completa sem um Max Cleland sorridente, que perdeu as duas pernas e um braço no Vietnã e hoje é diretor da Administração dos Veteranos em Washington, D.C.
Não esquecendo Patrícia Neal, a admirável atriz que teve um grave derrame, mas se recuperou vencendo dificuldades tremendas.
Cegue-o aos 44 anos, e terá John Milton, que, 16 anos depois, escreveu Paraíso Perdido.

Chamem-no de caso perdido e reprove-o na sexta série, e terá um Winston Churchill.
Castigue-o com a miséria e preconceitos, e ela poderá sobreviver para tornar-se outra Golda Meir.
Coloque-a contra a discriminação sexual, e terá uma Madame Curie.
Diga a um garoto que gostava de desenhar e pintar que ele não tem talento, e terá um Walt Disney.
Peque uma criança aleijada, cujo único lar foi um orfanato, e terá James E. West, que se tornou o primeiro executivo dos Escoteiros da América.
Considere-o ‘medíocre’em Química, e terá um Louis Pasteur.
Torne-o homossexual, e terá um Miguel Ângelo e um milhão de outros talentos.
Nem todas as incapacidades são físicas ou visíveis. E nem todos os que venceram, apesar das dificuldades, são celebridades.
Toda família tem os seus heróis e heroínas para quem não há medalha de honra suficientemente importante para recompensar as suas façanhas.
É a vocês, cujos nomes não aparecem aqui, mas mereciam aparecer, que dedico esta coluna”.

Fonte: Texto retirado do jornal Los Angeles Times. Tradução livre.