Meu novo livro: Novas abordagens

Meu novo livro: Novas abordagens

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

O futuro da humanidade - artigo - Diário do Nordeste


LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO
O futuro da humanidade

“Infeliz é quem só pensa na própria felicidade” (Chico Xavier).Os conflitos envolvendo as nações e as alterações climáticas que passeiam pelos cinco continentes, levam-nos a crer que os próximos tempos serão desafiadores. Os acontecimentos, sistematizados que são e alguns até mesmos anunciados, parecem até fazer parte de um plano diabólico para escravizar e alienar a humanidade. O conflito no Oriente Médio parece que será o estopim para explosão da inevitável 3ª guerra mundial. “Forças ocultas” planejaram com bastante antecedência como deveria ser o domínio do mundo e após o advento do Capitalismo, que apareceu no século XV, na Europa, com a fundação do 1º banco, as guerras aumentaram e no século XX houve as duas guerras mundiais. Religiões foram criadas para alienar pessoas e algumas outras para financiar guerras e os grupos xiitas terroristas.Adolf Hitler, por exemplo, era um praticante do ocultismo e profundo conhecedor de como funciona as leis da natureza e as sociedades secretas, inclusive há provas cabais de que ele esteve por diversas vezes no Tibete buscando conhecimentos para seus malfadados planos. Não é razoável acreditar que não existiam outras “forças” e outros interesses por trás dos planos diabólicos de Hitler...Esses homens de inteligência admirável, aliados aos espíritos obsessores de outrora, formam “grupos de pressão” sobre os governos de todo o mundo e nada acontece que não esteja no plano... Já se sabe que as guerras são financiadas por instituições capitalistas que apóiam sempre, maquiavelicamente, os dois lados e sempre lucram bilhões de dólares, independente do resultado e quanto mais pessoas morrerem, melhor será para eles. No livro, “As sociedades secretas e seu poder no século XX”, do autor que assina com o pseudônimo de Jan Van Helsing, já amplamente divulgado em todo o mundo, vê-se que o problema é bem maior do que imaginávamos, pois os governos pelo mundo são “escolhidos” a dedo entre os aliados dessas organizações que somente pensam em seu plano e na sua hipotética felicidade.Se toda a verdade sobre a humanidade e o mundo – espiritualidade, religiões, elites, política, drogas, guerras, doenças, etc – viessem à tona de uma hora para outra, o ódio e a sede de vingança nos homens não teriam mais fim, pois a humanidade é enganada há milênios...Resta-nos ter equilíbrio e serenidade nesse momento de transição porque passa a Terra e esperar tempos melhores, pois como disse Jesus Cristo: o bem vencerá o mal, mas a luta não será nada fácil.

O mal-estar na contemporaneidade - artigo - Diário do Nordeste


LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO
O mal-estar na contemporaneidade

Sigmund Freud identificou na “consciência de culpa” o mal-estar na civilização e poucos entenderam a profundidade dessa importantíssima revelação. Pelo que tenho observado nos meus andarilhos, tentarei aqui, dentro das minhas limitações intelectuais, desenhar o que seria o mal-estar na contemporaneidade. O drama de muitos na contemporaneidade é a questão dos relacionamentos, tanto a falta, bem como os conflitos dos ainda existentes. As pessoas criaram nas suas cabeças paradigmas de relacionamentos perfeitos para se formarem famílias ou mesmo se relacionarem amistosamente. O mundo evoluiu muito rápido nesses últimos séculos e o homem conquistou a Lua, fez descobertas fantásticas na ciência, na tecnologia e na arqueologia, mas as tradições, religiosas ou não, não mudaram.Alguns sociólogos e psicanalistas dizem que os casamentos não estão mais prosperando devido a vários fatores, mas o que mais se observa é o desgaste na convivência devido ao aumento considerável que houve na expectativa de vida que quase dobrou nesses últimos tempos. As pessoas estão chegando aos 50 e 60 anos e se sentem perdidas e sem objetivos e ficam se perguntando: e agora? O que é mais hilariante é que os jovens parecem sofrer do mesmo mal, ou seja, falta de perspectivas e de objetivos de vida, até porque se não fosse não estariam “mergulhados” nas drogas, no álcool e na promiscuidade do sexo a qualquer “preço”. O que tem levado muito jovens – principalmente do sexo masculino – ao visível desequilíbrio e a terem transtornos de toda ordem é a questão da masturbação descomedida. A energia sexual é de um poder que poucos ainda se atentaram para isso e ela não pode e nem deve ser desperdiçada sem justificativas.As pessoas estão desesperadas para gozar – a palavra gozar aqui é usada no seu sentido mais amplo – e com isto acabam ficando frustradas e recalcadas, pois o desejo não realizado causa a frustração. A sociedade em que vivemos é hipócrita e emasculadora, pois por conta desses falsos conceitos religiosos que meteram nas nossas cabeças somos todos os dias “convidados” ao recalque. O psicanalista, Charles Melmam, aborda no livro “O homem sem gravidade – gozar a qualquer preço” que a contemporaneidade produziu uma nova economia psíquica e que muitos paradigmas foram modificados e hoje existiria um homem novo disposto a gozar de qualquer maneira. O mal-estar na contemporaneidade, em tese, é inevitável, pois as pessoas não querem mudar para ser felizes...Nota do autor - No artigo anterior, “Em busca da verdade”, o parágrafo em que falo da Índia dá margem para mais de uma conclusão, pois existem na Índia vários Sai Babas. Baba em sânscrito quer dizer “Pai” - e não se pode precisar peremptoriamente qual é o mais referenciado por lá, conforme afirmei no artigo em questão.

Em busca da verdade - artigo - Diário do Nordeste

LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO
Em busca da verdade

Em viagem à Sibéria, numa região limítrofe à Mongólia e ao Himalaia, em busca de checar uma informação de que lá havia um mestre espiritual com poderes sobrenaturais e chegando lá encontrei algumas pessoas de outros países com o mesmo objetivo e nem os 30º graus Celsius negativos nos desencorajou de buscar a verdade. No dia do tão esperado encontro com o mestre, o mesmo foi recheado de mistérios e como o local era escuro não vimos nem sequer o rosto desse mestre. Voltamos convencidos de que era tudo criação da cabeça de alguns.Nas duas temporadas em que estive no Tibete pude constatar como aquele local goza de um prestígio internacional, pois vários países já disputaram seu domínio. Um documento intitulado de “Fatos que ocorrerão no ano do Dragão da Madeira”, datado de 1850, anunciava a morte do 13º Dalai Lama, em 1924, as 1ª e a 2ª guerras mundiais, bem como a invasão do Tibete pela China, em 1950. Diz ainda esse curioso documento que a grande luz espiritual virá da terra de “O Fu Sang”, que por acaso é o Brasil. O povo tibetano é pacato e vive para praticar a sua religiosidade, mas nem só de santidade vive o Tibete hoje... Os tibetanos têm uma necessidade incrível de ter um líder espiritual para guiá-los, mas há contradições, por exemplo: pela tradição tibetana dos “Lamas” era para existir somente 13 Dalai Lamas, portanto, o atual, segundo a tradição, o 14º Dalai Lama, seria uma espécie de “genérico”. Um brocardo inglês diz o seguinte: “Books and travels change the life of people” (Livros e viagens mudam a vida da pessoa) e quem vai ao Tibete tem um choque cultural e nunca mais será o mesmo - com ou sem Dalai Lama genérico...Fui à Índia conhecer o mais reverenciado mestre espiritual indiano, Satya Sai Baba (Satya em sânscrito quer dizer “verdade”). Cheguei lá e enfrentei uma considerável fila para ver aquela alma iluminada, mas para minha surpresa as pessoas vão lá para reverenciar uma estátua de cimento com um pano vermelho enrolado na cabeça que dizem ser o Satya Sai Baba (!). Uma pessoa próxima a ele me disse que ele está muito velho, doente e já não anda mais. Sai de lá sem a verdade que tão longe fui buscar, mas trouxe a certeza de que se Sai Baba ainda estivesse gozando de saúde integral ele jamais admitiria aquela comercialização da fé em que se transformou o seu templo sagrado e nem exortaria as pessoas a ficarem fanatizadas e alienadas a ele.As pessoas se “filiam” a um mestre, padre, pastor, enfim, alguém em que acreditem que vai salvar a sua alma, o que não é verdade...

Freud explica -artigo - OPOVO

ARTIGO
Freud explica
Luís Olímpio
12/07/2006 02:02
Não foi por falta de aviso que o sistema penitenciário e a violência urbana explodiu e fugiu do controle das autoridades brasileiras, pois há anos os sinais dessa anunciada "crise" vinha sendo dado. Chegamos ao fundo do poço em matéria de segurança pública e não há nenhuma medida em curto ou mesmo em médio prazo que seja capaz de reverter o quadro dramático em que nos encontramos. Em nenhum país do mundo, que se diga democratizado e com governo constituído e que tenha coragem de dizer que vive num "Estado democrático de Direito", há uma violência urbana desenfreada e banalizada como a que o Brasil está vivendo, salvo se o país estiver em guerra civil declarada, sem governo ou em convulsão social. A inexperiência das autoridades e dos políticos faz com que não se encontre nenhuma solução inaugural para se começar a reverter o quadro e não será com penas mais duras ou até a pena de morte que se resolverá essa questão. Queiramos ou não todas essas pessoas que adentraram no mundo do crime são vitimas da sociedade e do Estado. Aparecem as idéias mais anacrônicas e ineficazes para se conter a violência urbana e já falam até na pena de morte como "remédio" amargo para o caso. Esquecem que a pena de morte foi legalizada na Europa e por não ter dado certo foi abolida lá mesmo e hoje o país que almejar participar da comunidade Européia terá que abolir a pena de morte se pactuar com ela, pois sabem que violência gera violência. Sigmund Freud buscou no "Mito da horda selvagem" o mal-estar na civilização, pois neste mito os filhos esquartejaram o pai que abusava sexualmente e com violência das suas esposas e comeram os seus pedaços e logo depois apareceu a "consciência de culpa", pois os filhos utilizaram uma violência maior para combater outra e, segundo Freud, estaríamos até hoje sem conseguir "digerir" essa história.
LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO é advogado.

Início do fim do feminismo no mundo - artigo - Diário do Nordeste


LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO
Início do fim do feminismo no mundo

A cultura machista no mundo não reconheceu o valor e a importância que a mulher tem para com a sociedade, pois desde os eventos citados na mitologia bíblica, as mulheres são discriminadas ou mencionadas de forma pejorativa, assim como foi o evento de Maria Madalena sendo supostamente surpreendida em adultério, e um também suposto grupo de “adúlteros” quase lhe retiram a vida se não fosse a hipotética intervenção de Jesus Cristo.Depois desses eventos, a mulher continuou a ser injustamente acusada de ser a “perdição” do homem e assim é tratada nos textos bíblicos e até no livro sagrado do Islamismo, o Alcorão. Nesse sagrado livro, as mulheres são obrigadas a se vestirem com o véu islâmico e somente os olhos delas ficam de fora, pois, segundo o islã, é para a mulher não despertar desejo no homem.Na idade antiga, logo após a inauguração da Era Cristã, inventaram o “cinto de castidade” para as mulheres, pois se registra na história que vários notáveis não eram filhos verdadeiros de seus supostos pais. Mais uma vez, as mulheres pagaram o “pato” sozinhas, como se elas fossem as únicas responsáveis pelo adultério no mundo. O “cinto de castidade” ganha força na Europa e no século XIII quase vira “moda”, os maridos europeus obrigaram as suas esposas a aderirem a esse anacrônico recurso para se garantirem de eventuais traições.No século XVIII, em meio à Revolução Francesa, as mulheres feministas, Madame Pompadour, Marie Gouges, Théroigne de Méricourt e Madame de Stael, lutaram fervorosamente pelo reconhecimento dos direitos das mulheres e pela igualdade para com os homens. Com exceção da primeira, as demais enlouqueceram e terminaram internas no famoso hospício feminino de Salpêtriére, em Paris. Somente em 26 de agosto de 1970, na França, houve o primeiro manifesto do Movimento de liberação das mulheres depois da Revolução Francesa e no dia 5 de abril de 1971, também na França, 343 mulheres feministas foram às ruas pedir a legalização do aborto.No dia 22 de janeiro de 1973, a Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos autorizou a jovem Jane Roe a fazer o aborto, no caso que ficou conhecido mundialmente como “Roe versus Wade”, visto que ela havia sido estuprada e assim legalizou-se o aborto nos Estados Unidos. Em 1995, Jane Roe diz à revista americana “Newsweek” que mentiu e inventou a história do estupro e hoje, arrependida, trabalha no movimento pró-vida dos EUA.A luta das mulheres pelo sacrossanto direito à igualdade é judiciosa, mas elas devem entender que há diferenças biológicas que as impedem de serem iguais aos homens. As poucas mulheres feministas, em regra, não são e não querem ser mães e almejam que as mulheres sejam iguais a elas.

Nós somos o mundo - artigo - Diário do Nordeste

LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO
Nós somos o mundo

´Fazer previsões é muito difícil, especialmente sobre o futuro´. Woody Allen, cineasta.Ninguém pode negar que o mundo passa por transformações desafiadoras e os desequilíbrios e conflitos do homem se multiplicam numa velocidade assustadora. A natureza parece reagir a todas as agressões que o homem lhe faz e as perspectivas em relação aos alimentos e a água potável num futuro próximo são preocupantes. Temos que pensar coletivamente, pois estamos todos no mesmo “barco” e se houver naufrágio, iremos todos à derrocada total.As autoridades e os políticos falharam na missão de defender o povo e a pátria, pois a cada dia que passa mais injustiça produzem e isto faz com que inconscientemente uns e outros conscientes fiquem com o estomago “embrulhado” sem conseguir “digerir” tantos escândalos de corrupção e as “loucuras” sem pé e nem cabeça dessa turma.Há muitas contradições na historia da humanidade e o homem tem sempre receio de mudar para o novo, mas pior do que se encontra o mundo, não acredito que com mudanças possa ficar. No movimento intitulado de “Iluminismo” que ocorreu na França e que culminou na “Revolução Francesa”, os seus membros, os iluministas, trouxeram para o mundo extraordinárias idéias libertadoras para a humanidade, mas muitos deles, que defendiam o direito à vida, eram também favoráveis à pena de morte. Terrível contradição para o movimento que pregava a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade entre os povos.Os ecologistas afirmam que até uma pequena concha retirada do mar causa desequilíbrio ao ecossistema, imaginem a morte de quem quer que seja por vias não naturais. Não podemos pactuar com a pena de morte sob nenhuma hipótese, pois assim fazendo estamos declarando a própria falência do Estado que tem como obrigação educar o homem e recuperar o delinqüente. Todos nós temos nossa parcela de responsabilidade por conta desse caos que atualmente vivemos.Sigmund Freud atribuiu ao mito da “Horda selvagem”, em que o patriarca abusava sexualmente e com violência de várias de suas esposas e os filhos vendo isto por muito tempo resolvem matar o pai e esquartejaram-no e comeram os seus pedaços, daí Freud acreditar que estávamos a não conseguir “digerir” essa história de milênios.Em 28 de janeiro de 1985, 45 renomados artistas se reuniram para gravar a música, “We are the world” (Nós somos o mundo) numa tentativa de alertar a humanidade que todos nós somos irmãos e que temos que nos salvar juntos. Tenhamos esperança de tempos melhores.

Por que o Espiritismo? - artigo - Diário do Nordeste

LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO
Por que o Espiritismo?

Essa é a pergunta que mais tenho ouvido nos últimos tempos por leitores que me abordam e tentarei aqui elucidar essa questão. O Espiritismo é hoje no mundo a doutrina que mais cresce e a que mais colabora para as necessidades da humanidade neste momento. O Espiritismo é respeitado hoje no mundo inteiro por conta da sua ética, lógica, equilíbrio, filosofia humanista e a visão positiva da vida.Em 31 de março de 1848, na cidade de Rochester, em Nova York, iniciou-se o fenômeno que ficou mundialmente conhecido como, “As mesas girantes”, em que espíritos giravam mesas e arremessavam longe tudo que estivesse em cima delas, inclusive esse fenômeno virou moda em toda a Europa no ano imediato. Depois disto dezenas de centros espíritas surgiram nas grandes metrópoles do mundo e em 1857, Allan Kardec lançou o primeiro livro da codificação espírita, “O livro dos espíritos”. Kardec reuniu num código todo o conhecimento espírita até então existente, especialmente a interpretação pelos espíritos dos ensinamentos de Jesus contidos no Novo Testamento, mas ele deixou claro que a codificação espírita não se encerraria ali.Há documentos e relatos seguros no Tibete de que o Espiritismo já era praticado por lá antes mesmo da Era Cristã numa versão Oriental.O Espiritismo não veio para ser mais uma religião, até porque religião divide a humanidade e a proposta do Cristo era justamente de uni-la. Não há em nenhuma casa espírita kardecista do mundo dirigentes que recebam ou vivam de dinheiro dos seus adeptos, pois nossa missão aqui na Terra é mostrar que fora da caridade não há salvação. Não há no Espiritismo uma fatalidade negativa na vida, pois somos o resultado de nossas vidas passadas, porém, temos a benção divina para nos redimirmos pela expiação as faltas. Nós espíritas não concordamos com a abordagem “tradicional” que os clérigos fazem em relação ao “pecado” que gera a malfadada “consciência de culpa”.O Espiritismo vem trazer luz nova para a humanidade por meio da comunicação com os espíritos e revelar de onde viemos e para onde iremos. O Espiritismo veio para se juntar a todas as ciências com o objetivo de consolar e colaborar para o progresso da humanidade. O Espiritismo não tem a intenção de converter ninguém na “marra” e não faz proselitismo, até porque essa é uma decisão pessoal. Nós espíritas primeiro nos reformamos e depois levamos a boa nova para os outros, mostrando que é possível ser feliz, independentemente da situação em que se esteja. O Espiritismo veio para acordar e libertar a humanidade.