Meu novo livro: Novas abordagens

Meu novo livro: Novas abordagens

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A campanha do aborto - artigo - OPOVO

A campanha do aborto

O tema do aborto na campanha política eleitoral atual despertou a atenção de milhões de brasileiros que parecem não concordar com tal prática, mas passou despercebido que o partido que tem como programa de governo o desejo de legalizar o aborto quer na verdade instituir o “controle de natalidade” no Brasil e não é sábio acreditar que essa “preocupação” seja com o bem-estar e a saúde da mulher.
Se o aborto provocou movimentação que foi capaz de influenciar o resultado da eleição tida como consumada, levando-a para o segundo turno, é porque o tema é caro para a sociedade civil e os valores éticos não sucumbiram, como muitos políticos imaginam.
O discurso sofismático dos defensores do aborto, que falam em questão de saúde pública, não tem amparo legal ou racional, já que a Constituição Federal proíbe e o sistema de saúde pública beira o caos e sem esperança alguma de reversão, daí não ser sábio abraçar essa hipótese desumana.
A lei penal já disciplina as exceções pelas quais a mulher pode praticar o aborto, portanto, não se deve generalizar e incentivar outras a cometerem esse ato extremo que tantos danos físicos e mentais provocam nas mulheres – especialmente o sentimento de culpa.
Todos os países que planejam o “controle de natalidade” recorrem à legalização indiscriminada do aborto dizendo ser para garantir o “direito” de a mulher ter ou não o seu filho, o que acaba enganando, incentivando e causando danos à saúde e ao bem-estar da mulher por conta de política governamental de “controle de natalidade”.
Recorrer à legalização do aborto como política partidária e governamental é declarar incompetência para governar e total falta de respeito ao sacrossanto direito à vida e à dignidade humana. Os políticos e os partidos que pugnam e desejam a legalização indiscriminada do aborto, deveriam vir a público dizer a verdade que querem mesmo é fazer o “controle de natalidade”.


LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO
Advogado e psicanalista

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

                                                      Charge: Sponholz
                                         Fonte: Site do Cláudio Humberto

domingo, 17 de outubro de 2010

Águas passadas - Artigo - Diário do Nordeste

Águas passadas

 

Águas passadas não movem moinhos, diz o sábio provérbio. Porém, o sujeito tradicionalmente vai em sentido contrário ao milenar ensinamento, pois não dá o mesmo destaque mental às coisas boas que lhe acontecem na vida, preferindo "glorificar" as negativas. O sentimento de culpa, causado pela prisão ao passado, é cruel e impede que o sujeito avance na vida e na sua evolução espiritual e isso pode sim causar vários transtornos mentais, daí a necessidade urgente de se livrar do que passou, pois não é sábio e nem prudente desperdiçar energia e tempo remoendo o que não mais poderá ser modificado.
Os resultados com o perdão são extraordinários e perdoar é hoje questão de saúde pública, pois muitos dos sintomas de ansiedade, melancolia, depressão e sentimento de culpa são gerados pelas prisões voluntárias ao passado que o sujeito fica carregando, mas que utilidade nenhuma tem na vida. Todos têm o livre-arbítrio e devem decidir livremente se querem ou não se livrar da prisão do passado, mas devem assumir o risco, caso queiram continuar voluntariamente aprisionado no seu próprio inferno mental. Nesses dias desafiadores para a civilização, nada mais sábio do que renunciar ao passado em prol da evolução espiritual e da saúde física e mental. Ódio, remorso e desejo de vingança são venenos para o sujeito e quem alimenta esses nefastos sentimentos é o maior prejudicado.
É altamente recomendável fazer a Terapia da Oração do perdão por trinta dias, pois os resultados são extraordinários e análogos aos de seis meses de análise - há cópia no meu blog: "no campo das ideias" -, pois não chega a ser alguma vantagem glorificar o passado. A paz mundial precisa e apela para a propagação urgentíssima do perdão na civilização. Prometeu, que na mitologia grega teria roubado o fogo dos deuses e entregue aos homens, e assim modificado a história da civilização, hoje recomendaria a Terapia da Oração do perdão; Freud, se vivo estivesse, confirmaria seus efeitos psicoterapêuticos positivos. O leitor que conseguir se libertar da prisão do seu passado poderá dizer: "o meu reino não é deste mundo".



LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO - psicanalista

domingo, 10 de outubro de 2010

História repetida - artigo - Diário do Nordeste

História repetida

 
É proibida a reimpressão do livro de Hitler - "Minha luta" (Mein Kampf) - na Alemanha, mas em contradição, há grupos neonazistas em solo germânico agindo impunemente à luz do dia. Hitler "elegeu" os judeus como inimigos capitais dos alemães e da humanidade, mas é bom lembrar que os judeus era uma minoria em relação aos germânicos. A tese hitleriana em "Minha Luta", escrita na prisão, transformou os judeus em demônios encarnados e que deveriam ser eliminados para o bem da humanidade e mesmo assim vendeu milhões de exemplares. No dia 24 de fevereiro de 1920, o Partido dos Trabalhadores mudou de nome e passou a se chamar Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores - nazismo é a abreviatura de Nacional Socialista. Hitler foi eleito em julho de 1921, o Führer (o Guia), do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores e ao ser nomeado chanceler, elegeu a França e a Rússia bolchevique, ambas judeizadas, segundo Hitler, países inimigos da humanidade. Hitler alegava que a França estava sob domínio judaico e, como queria pegá-la de assalto, proibiu a venda de seu livro em solo francês. Em 17 de maio de 1933, Hitler, num discurso subliminar, proclamou que a "missão" dele era proteger a paz no mundo - o leitor que tente entender - e os alemães desatentos embarcaram na barca-furada do nazismo rumo ao extremismo. Engana-se quem acreditar que os regimes totalitários naufragaram, pois o comunismo, o fascismo e o nazismo podem ainda ressuscitar; essa turma não desistiu do desejo de "controlar" e manipular a civilização e é preciso de todos vigilância máxima e olhos bem abertos. Na Índia, por exemplo, grupos nativos estão acusando minorias locais muçulmanas de conspiração; curiosamente usando a mesma "tese" de Hitler: uma minoria é uma ameaça real. Há intelectuais dizendo que Israel hoje repete os mesmos erros extremistas do nazismo, pois estariam os israelenses sionistas fazendo a mesma coisa com os palestinos. O primeiro sinal de ameaça da volta do totalitarismo é a insistente crítica à liberdade de expressão, afinal, como bem diziam Hegel e Marx, a história sempre se repete...



LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO

psicanalista

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

                                                         Charge: Amarildo
                                                     Fonte: Blog do Noblat

domingo, 3 de outubro de 2010

Comitê secreto - artigo - Diário do Nordeste

Comitê secreto


 
Revelado em 1944 que durante os anos de 1912-36 houve na psicanálise o "Comitê secreto" idealizado por Ernest Jones para reunir os mais próximos discípulos de Freud - Karl Abraham, Hanns Sachs, Otto Rank, Sandor Ferenczi e Max Eitingon. O Comitê tinha como objetivo tentar preservar a doutrina freudiana de desvios, após o grave conflito entre Freud e Carl Gustav Jung, começado em 1912. Várias cartas dos membros do Comitê ainda estão fechadas num arquivo na Universidade de Columbia, em New York , e somente depois de proclamado é que se saberá ao certo toda a verdade sobre o Comitê. Os "Arquivos Freud", depositados na Biblioteca do Congresso Nacional dos EUA, sugerem que o Comitê não tinha a intenção de ser uma sociedade secreta, pois o próprio Freud era contra manipulações e a "reserva de mercado" e mostrou isso quando escreveu "A questão da análise leiga", em que defendia a realização da análise por não médicos impedindo assim que ficasse privativa da classe médica. Freud tinha temperamento difícil, mas não era mercenário e nem fez fortuna e sofreu críticas e perseguições, inclusive, em 1938, teve que sair de Viena, rumo à Inglaterra, por causa do nazismo e quem pagou a sua "liberação" foi sua amiga Marie Bonaparte.
Se o Comitê secreto teve por objetivo proteger a psicanálise de seu desafeto Jung, precisamos entender o rompimento. O conflito entre Freud e Jung se tornou evidente por conta da teoria da libido que cada um abordava à sua forma, mas a gota d´água foi a conferência e a visita que Freud fez a Ludwing Binswanger que estava operado de um tumor maligno em Kreuzlingen. Porém , não foi à casa de Jung, que ficava em Kusnacht, apenas a 50 quilômetros ; e Jung se sentiu ofendido com a postura de Freud. Jung publicou em abril de 1934 o artigo: "Sobre a situação atual da psicoterapia", em que se revelou antissemita e partidário do nazismo de Hitler, porém, foi somente em 1989, no XI Congresso da International Association for Analytical Psychology, em Paris, na França, que o antissemitismo de Jung veio à tona e a sua culpa foi finalmente reconhecida pelos junguianos.



LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO - psicanalista

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

                                              Fonte: Blog do Amarildo