Meu novo livro: Novas abordagens
domingo, 29 de agosto de 2010
Espiritismo milenar - Artigo - jornal OPOVO
sábado, 21 de agosto de 2010
Redoma dialética - Artigo - Diário do Nordeste
domingo, 8 de agosto de 2010
Olhar na maçonaria - Artigo - Diário do Nordeste
A história cultural da maçonaria revela-nos algo além do que habitualmente se imagina, pois em sendo sociedade secreta e endógena mostra somente o que lhe interessa, acaba dando margem para diversas especulações no imaginário da civilização. Alguns dos segredos que afirmam ter, são na verdade, técnicas milenares, pois já eram praticadas na Antiguidade no Egito, Tibete, Ilha de Páscoa, etc., tais como: a telepatia e o desdobramento, que é experiência fora do corpo físico. Os símbolos, sinais e imagens sacras usados na maçonaria nenhum poder tem, o que sugere que não passam de bengalas psicológicas, porém, o principal segredo da maçonaria é o desejo de construir um "governo único", basta ver que 14 ex-presidentes dos EUA e vários ministros da Suprema Corte de Justiça foram egressos de lojas maçônicas; aqui no Brasil desde Dom Pedro I a Deodoro da Fonseca e outros presidentes saíram de lojas maçônicas. A maçonaria é misógina e no panfleto maçônico Jachin and Boas (New York, 1797) há canção pornográfica e de gosto duvidoso de nome "Kate and Ned", onde a mulher é citada como uma obra arruinada e com uma fissura que merece atenção e que precisa de um construtor - um maçom - para consertá-la. O neófito na maçonaria é levado a um ritual onde faz juramento eterno e aterrorizante que, se descumprido, pode lhe custar a vida; e encena a suposta morte de Hiram Abif, que seria o arquiteto do Rei Salomão, que teria perdido a palavra secreta. Na alegoria maçônica, os assassinos de Hiram Abif tiveram o peito rasgado e o coração e as partes vitais arrancadas. Somente no quarto grau é revelada ao maçom a palavra secreta: "Jah-Bul-On", que é uma variação de quatro línguas: caldeu, hebraico, siríaco e egípcio. A maçonaria é uma elite na civilização e mesmo afirmando que é uma fraternidade e uma sociedade com segredos, e não secreta, o que acaba sendo a mesma coisa, por ser hermética provoca medo e alimenta especulações conspiratórias nunca negadas. O poder da maçonaria e das outras sociedades secretas na civilização salta aos olhos dos leitores, pois o tema sempre foi tratado como tabu.
LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO
psicanalista
domingo, 1 de agosto de 2010
A psiquiatria no divã - Artigo - Diário do Nordeste
A era dos fármacos exauriu-se, pois se desdobrou de tal forma, que hoje é difícil encontrar algum sujeito que não seja usuário de remédios, como se toda a civilização, de uma hora para outra, tivesse sido acometida de pandemia de múltiplos transtornos mentais. Porém, os efeitos colaterais e a dependência causados pelo uso indiscriminado dessas "bombas químicas", sugerem que já está mais do que na hora de se repensar a psiquiatria. Na contemporaneidade, a psiquiatria, sem saber, talvez, está a serviço dos laboratórios farmacêuticos, pois deixou de escutar o sofrimento dos pacientes prescrevendo-lhes em troca pílula com a promessa de ser panaceia e única saída para o retorno à normalidade. Não existe efeito sem causa e, não raramente, o paciente é sentenciado na primeira consulta psiquiátrica e a condenação é o uso "voluntário" desses fármacos por longos períodos, quando não, para sempre.
Não se pode negar a utilidade pontual desses medicamentos, mas houve banalização de prescrições sem dar ao paciente qualquer alternativa. É possível que a ortodoxia acadêmica impeça que considerada parcela da psiquiatria enxergue que há vida fora do universo do cardápio indigesto da indústria farmacêutica. A indústria farmacêutica não produz remédios para curar, pois os alotrópicos somente controlam os sintomas e em alguns produz apenas efeito placebo; e chega a ser até cômodo tomar uma pílula diária ao invés de recorrer a algum tratamento alternativo e que não produza dependência e efeitos colaterais.
A prescrição indiscriminada de remédios alotrópicos é ameaça real à saúde pública, pois os laboratórios farmacêuticos visam, em última instância, apenas o lucro.
LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO
Psicanalista
terça-feira, 27 de julho de 2010
Bruce, descanse em paz - Artigo inédito
Bruce, descanse em paz
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Há quase dez anos escrevi artigo neste matutino, Elian, ore por nós, 24/11/2000, em que dissertava sobre o assassinato da jovem Elian de 17 anos, num campus universitário, em dia de vestibular. Poderia ter sido apenas mais um homicídio que entraria para a estatística da violência urbana, porém, a jovem Elian estava prestando exame vestibular num domingo ensolarado. No dia imediato, conjuntamente com meus colegas, então estudantes de Direito, iríamos realizar um seminário sobre a violência urbana que, por motivos óbvios, foi cancelado. No último domingo, novamente assistimos outra tragédia envolvendo jovem, no caso, Bruce Cristian, de 14 anos. Também como a tragédia de Elian, a de Bruce quase entraria apenas para a assustadora estatística da criminalidade, mas aquele jovem que trafegava de volta para casa na garupa da moto do pai, após um dia de trabalho num dia de descanso encerrou a vida de forma inimaginável. A cena do desespero do pai deitado ao lado do corpo do jovem Bruce, exaustivamente exibida pela mídia, não mais sairá de nossas mentes. É difícil imaginar a dor daquele pai naquele momento de desespero e, talvez, o mais dramático para um pai, perder o filho, ainda mais quando este estava sob sua proteção e ele nada pôde fazer para evitar a tragédia.
A violência urbana a cada dia chega mais perto de qualquer um e os índices alarmantes de homicídios, levam-nos a pensar que vivemos no Brasil uma guerra não declarada. Lamentavelmente, a sociedade “acostumou-se” com a violência e daqui a alguns dias ninguém mais falará sobre esse triste e trágico episódio.
Num belo domingo, ceifou-se a vida da jovem vestibulanda Elian; noutro domingo, dez anos depois, também ensolarado, foi a vez do jovem Bruce partir, que numa demonstração extraordinária de bom filho, acompanhava seu pai num dia de trabalho, mas que era para ser de descanso. Descanse agora em paz, Bruce.
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Luís Olímpio Ferraz Melo é psicanalista.

