Meu novo livro: Novas abordagens

Meu novo livro: Novas abordagens

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Terrorismo em pauta - Artigo - Observatório da imprensa


RELIGIÃO & VIOLÊNCIA
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Terrorismo em pauta
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Por Luís Olímpio Ferraz Melo em 15/10/2020
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O terrorismo é tema pobre de análises dentro e fora da mídia, mas muito forte na mente das pessoas e alguns aspectos passam despercebidos do público. A origem de todas essas guerras ditas santas é encontrada nos livros ditos sagrados, pois mesmo sendo todos inconclusivos, sugerem que a humanidade não tem saída, ou seja, haverá um juízo final em que somente uma fração mínima escapará, isto se seguir piamente tudo que estiver prescrito nos livros ditos santos sem escorregar um só milímetro.
Acusam equivocadamente os muçulmanos de serem terroristas natos e sujeitos extremamente perigosos, mas não é verdade, pois o povo muçulmano divide-se em dois grupos: xiitas e sunitas; aquele é extremista e vivem quase todos no Oriente Médio e nem todos são terroristas. Os sunitas são os moderados e fiéis seguidores de sua fé prescrita no Alcorão; e não é razoável acreditar que estes estejam ligados a atos terroristas. Em qualquer religião há extremistas, que antigamente eram denominados de maniqueístas; e hoje, de fundamentalistas. Os xiitas terroristas, na verdade, são doentes mentais que escolheram alguma religião para se abrigar, mas que ideologia ou objetivo algum possui. Regra geral, o suicida deseja explodir o mundo, mas como não consegue matar todos, mata-se levando o quanto pode. A religião tem favorecido o fanatismo e a disputas; e a hipóteses que jamais serão comprovadas, visto que são ilusões as promessas.
A questão da guerra pela suposta terra prometida, anunciada na Bíblia, não passa de mais um equivoco distorcido nas múltiplas traduções e nas interpretações dos exegetas. A história é absurda e diz no livro Gênesis, do Antigo Testamento, que Jacó teria lutado com Deus e vencido a batalha; e o Criador teria mudado o seu nome de Jacó para Israel, dai a origem do nome que hoje seria a terra denominada em outrora de Canaã.
A doutrina do sionismo, diz, em apertada síntese, que somente se criando um estado judaico, Israel, os judeus estariam seguros. Fundado em 1948 e único país do mundo em que há duas capitais oficias – Jerusalém e Tel Aviv – Israel se notabiliza pela especulação imobiliária. Fugindo de Stalin, Hitler e Mussolini os judeus emigraram em massa para Israel e hoje há problema demográfico e de déficit habitacional naquela plaga.
Rousseau, no Discurso sobre a origem das desigualdades entre os homens, diz que um primeiro homem cercou um terreno que era de todos, e disse: "Esse terreno é meu!" E os demais nada disseram ou fizeram para impedir aquele absurdo que, segundo Rousseau, poderia ter evitado várias guerras e mortes inocentes.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Conceito prévio - Artigo - Diário do Nordeste

Conceito prévio
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Engana-se quem acredita que o preconceito é cultivado somente em países miseráveis e sem educação, pois no tal primeiro mundo também há preconceito. Qualquer preconceito é desfavorável à civilização e o problema está com o preconceituoso e não com o que sofre a discriminação, daí dever ser tratado aquele como sintoma. A homofobia é exercida num sintoma em que o sujeito denuncia seu "ódio de si"; os homossexuais e as lésbicas existem e são realidade social e sujeitos de obrigações e de direitos e a sociedade deve respeitá-los, mas estes quase sempre também têm preconceito do sexo oposto. Os sujeitos de cor escura ou negra devem se orgulhar de assim ser, pois os preconceituosos raciais é que estão enfermos e não querem enxergar as boas qualidades que há nos negros.A segregação racial, ou apartheid, na África do Sul, existe ainda hoje, pois há entre os negros também algum tipo de preconceito de cor, ou seja, a questão é mais complexa do que se imagina, seja lá o que se imagina.Nos Estados Unidos há segregação racial e os negros são vergonhosamente discriminados, mostrando que o título de primeiro mundo não conseguiu ultrapassar a fronteira do preconceito.Na França, país das liberdades e da igualdade, em tese, é possível ver e ouvir discriminações entre os seus patrícios e estrangeiros que ali buscam explicitar as suas limitações impedidas nas suas pátrias.Na Alemanha pós-Hitler, há áreas proibidas para negros conhecidas como "no go area" dominadas impunemente por neonazistas.Há discursos anti-semitas disfarçados de "intelectuais" entre notáveis e a xenofobia é praticamente existente em todos os países, pois se tomam as culturas nacionalistas exageradas - chauvinismo - e defendem e acreditam que somente seu país é bom e o seu povo puro. O preconceito está dentro do sujeito e não fora e deve ser tratado como sintoma maléfico à civilização.Não há qualquer prova ou indicio de que a cor da pele, a religião ou a opção sexual influencie na formação do caráter e da personalidade do sujeito e, lamentavelmente, chegamos ao século XXI ainda convivendo com os preconceitos.
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LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO - Psicanalista

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O risco mínimo - artigo - Observatório da imprensa


MÍDIA & TERRORISMO
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O risco mínimo
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Por Luís Olímpio Ferraz Melo em 29/12/2009
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Em maio de 2005, quando houve o violento atentado à bomba ao lado do hotel Sheraton, na cidade de curda, no Iraque, eu estava na Nova Zelândia, ou seja, a quase 16 mil quilômetros, mas não consegui me livrar mentalmente das imagens exaustivamente "glorificadas" e reproduzidas repetidas vezes em quase todos os canais de televisão neozelandeses durante aquele malfadado dia. Os comentários na cidade resumiam-se naquele dia ao atentado e a sensação que tinha é que algo análogo poderia acontecer a qualquer momento.
No ano de 2007, viajei para começar a conhecer o Oriente Médio e tentar entender a lógica daquelas guerras seculares e o terrorismo. Em Israel, país tradicionalmente envolvido em conflitos bélicos, para minha surpresa descobri que a violência urbana era próxima de zero e o único risco em solo israelense era o perigo iminente de uma guerra entre países limítrofes àquela plaga. Estabeleci como estratégia que não deixaria me influenciar pelas notícias e o sensacionalismo reproduzido pela mídia e assim poderia analisar melhor e sem qualquer elemento estranho ao que estivesse observando. Portanto, não assisti telejornalismos, não li jornais e/ou programas de rádio e internet durante este período. Durante todas as minhas idas e vindas ao Oriente Médio, não senti qualquer ansiedade e/ou medo de possíveis atentados terroristas divulgados e alardeados pelos governos sob as bênçãos da mídia internacional.
No Egito, há algo impressionante, pois fora da capital, o Cairo, os visitantes somente podem ir a alguns locais em comboios do exército e da polícia que partem pela madrugada e retornam ao cair da noite, pois para eles o "risco" de atentados é iminente e a tensão é indisfarçável. Conversei com várias dezenas de turistas e eles me diziam que estavam, sim, ansiosos e receosos de algum atentado terrorista e estes sintomas já duravam alguns dias antes mesmo do embarque da viagem. Depois destes eventos comecei a desconfiar, com provas cabais, de que fatores externos – mídia – tinham forte influência no estado emocional das pessoas e, nas devidas proporções, os noticiosos locais em cada país que destacavam as cenas de violência urbana e tragédias acabavam, sem saber, contribuindo para o aumento da violência e produziam ansiedade e melancolia nas pessoas.
Estou hoje convencido de que a possibilidade de alguém morrer num atentado terrorista é infinitamente menor do que num acidente de trânsito. Não há coincidência, pois há interesses obscuros na divulgação desproporcional e "glorificada" pela mídia da violência, atentados terroristas e de outras tragédias.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Convite para o lançamento do meu novo livro - INÉDITOS


INÉDITOS é revelador e vai auxiliar na mudança positiva do pensamento humano.
Lançamento: 14 de janeiro, quinta-feira, às 19h e 30 min - Oboé cultural - Rua Maria Tomásia, nº 531 - Aldeota - Fortaleza - Ceará - Brasil.
Apresentação do livro e do autor: professor Harbans Lal Arora, Ph.D em física quântica

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Absurdo supremo - Artigo - Observatório da imprensa


STF vs. ESTADÃO
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Absurdo supremo
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Por Luís Olímpio Ferraz Melo em 22/12/2009
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Recentemente o egrégio Supremo Tribunal Federal deu-nos uma lição de que a liberdade de expressão é relativa e pode ser controlada de forma preventiva, mesmo a Constituição Federal garantindo expressamente a sua ampla e ilimitada existência. O argumento utilizado pelo STF de que a ação impetrada pelo jornal O Estado de S. Paulo era inadequada não encontra égide na doutrina e na jurisprudência dos tribunais brasileiro, pois se quisesse o STF poderia ter aplicado o sacrossanto princípio da fungibilidade e julgaria o mérito da questão – a liberdade de expressão – e não a mera formalidade processual, mas é cediço no Direito que os tribunais judiciais são órgãos colegiados políticos e assim julgam as ações que lá deságuam.
A liberdade de expressão é um direito inegociável conquistado a duras penas e a civilização não pode abrir mão desse tesouro democrático que controla as instituições e a sociedade. Sociedade civil com o direito castrado de livre expressão é sociedade afásica e sem poder apontar as contradições dos governantes e demais autoridades. Num país onde os políticos têm imunidade parlamentar ampla, geral e irrestrita e que a usam para tudo, pois deveria ser somente para a proteção processual de sua fala, mas aqui ela impede até as condenações por corrupção e as prisões sem o flagrante delito, faz-se necessária a liberdade de expressão para garantir alguma transparência.
O totalitarismo começa assim: primeiro retiram "legalmente" a liberdade de expressão alegando erros insanáveis na ação e/ou iminente perigo de dano à imagem e usam a desarticulação da sociedade civil para tolher-lhes os outros direitos e as garantias constitucionais.
Outro ponto que passa desapercebido é que a imprensa trata essa questão como fato isolado e não dá o devido e merecido destaque a essa decisão política e antijurídica do STF em favor da elite e do clã Sarney. Não há outra decisão análoga a esta contra O Estado em que figure como vítima alguém da classe menos favorecida, ou seja, a proteção dada a Fernando Sarney, filho do ex-presidente da República e atual presidente do Senado Federal, José Sarney, é uma suprema decisão de exceção.
É possível que o jornal O Estado ainda seja vítima de uma eventual ação de reparação de dano moral impetrada pelo Fernando Sarney, alegando que teve a sua vida privada invadida e esmiuçada mesmo sendo acusado de graves crimes contra o erário.
O egrégio Supremo Tribunal Federal faz pouco caso da liberdade de expressão e desafia a inteligência do povo brasileiro, mas hora dessas vai acabar sendo pelo povo declarado inconstitucional...

sábado, 19 de dezembro de 2009

Lendas himalianas - Artigo - Diário do Nordeste

Lendas himalianas
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20/12/2009
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O abominável homem das neves, que viveria nas montanhas do Himalaia, não existiu; mas há quem acredite nele. As crenças, lendas, rituais e mitos levam a civilização a viver de ilusões, por exemplo, todo sábado no Nepal há o ritual do sacrifício do animal, onde os nepalenses levam seus animais para degola, sob a promessa divina de que agindo assim terão saúde e dinheiro, mas o Nepal é paupérrimo.O Tibete tem se notabilizado pelas historietas mirabolantes que saem de lá, pois sendo local de difícil acesso, quem volta dá a versão que bem entende, mas nem sempre é próxima da verdade. O atual Dalai Lama não é egresso da tradição lamista que durou até 1924 com a morte do 13º Dalai Lama, ou seja, o 14º, seria genérico, mas mesmo assim muitos acreditam na sua santidade. Impressiona os suntuosos templos tibetanos que são repletos de dinheiro espalhado pelo chão e imagens esculpidas em ouro; talvez esses deuses e santos sejam carentes de adoração eterna e gostem também de uma granazinha.Todo o ano, no mês de maio, acontece o festival do Wesak, onde relatam suposta aparição do espírito do Buda no deserto de Gobi, mas os depoimentos fogem do razoável e beiram à alucinação e na dúvida e sem prova mínima alguma, é prudente e sábio, não acreditar.Os Sai Babas na Índia, que alguns acreditam serem deuses, criaram mitos e lendas absurdas de santidade e de milagres que nunca existiram e não há um só milagre operado na Índia, salvo o da ignorância que sobrevive até hoje de forma milagrosa. O povo na Índia é humilde, honesto e devotado, mas é explorado com crenças absurdas, adoração a animais ditos sagrados e a devoção a milhares de deuses que jamais existiram. As crenças e as lendas são alimentadas pelo imaginário popular e de tanto repetir as historietas ditas santas, mas que nunca existiram, acabam virando "verdade".O fanatismo leva o sujeito ao extremismo e a ver no outro um opositor se não for de sua corrente religiosa.Alguns grupos mais afetados mentalmente chegam a se mutilar, castrando-se, outros tantos praticam o autoflagelo, como punição pelos pecados que não cometeram.
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LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO é Psicanalista