Meu novo livro: Novas abordagens

Meu novo livro: Novas abordagens

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Vencer contra a sorte - Auto-ajuda

Vencer contra a sorte.
“Aleije-o, e terá um Sir Walter Scott.
Prenda-o numa cela, e terá um John Bunyan.
Enterre-o nas neves de Valley forge, e terá um George Washington.
Crie-o numa miséria abjeta, e terá um Abraão Lincoln.
Submeta-o ao amargo preconceito religioso, e terá um Disraeli.
Aflija-o com asma, em criança, e terá um Theodore Roosevelt.
Torture-o com dores reumáticas até ele não poder dormir sem um narcótico e terá um Steinmetz.
Ponha-o no poço de lubrificação, e terá um Walter P. Chrysler.
Faça dele um segundo violino numa desconhecida orquestra da América do Sul, e terá um Toscanini.
‘Caro Hermam: Obrigada pelo enviado. É realmente inspirador, mas gostaria de acrescentar outro vencedor a essa lista:Ao nascer, negue a uma criança a faculdade de ver, ouvir e falar, e terá uma Helen Keller.”
“Caros leitores: A coluna de ontem estava cheia de nomes (apresentados pelos meus leitores) de gente que conseguiu vencer lutando contra a sorte. Hoje continuamos a lista:‘Veja uma criança de talidomida que nasceu com um corpo mirrado e contorcido, sem braços, e verá Terry Wiles que, com o auxilio de parelhos mecânicos, aprendeu a tocar o órgão elétrico, dirigir uma lancha e pintar.
Ampute a perna cancerosa de um bonito jovem canadense, e terá Terry Fox, que fez voto de correr com uma perna só atravessando todo o Canadá, para ganhar um milhão de dólares para pesquisas sobre o câncer. ( Terry foi obrigado a parar no meio, quando o câncer invadiu seus pulmões, mas até hoje já conseguiu cerca de 20 milhões.) .
Depois de ter perdido as duas pernas num desastre de aviação, façam um piloto de caça britânico voar de novo com a RAF, e terão Douglas Bader que, com dois membros artificiais, foi capturado três vezes pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial... e fugiu três vezes!
Cegue-o, e terá um Ray Charles, George Shearing, Stevie Wonder, Tom Sullivan, Alec Templeton ou Hal Krents.Classifique-o como ‘burro demais para aprender’e terá um Thomas Edison.
Torne-o alcoólatra ‘perdido’ e terá Bill Wilson, fundador de Alcoólatras Anônimos.
Diga que ela está muito velha para começar a pintar aos 80 anos, e terá a Vovó Moses.
Atormente-o com períodos de depressão tão agudos que ele chega a cortar a própria orelha, e terá Vincent Van Gogh.
A sua lista não estaria completa sem um Max Cleland sorridente, que perdeu as duas pernas e um braço no Vietnã e hoje é diretor da Administração dos Veteranos em Washington, D.C.
Não esquecendo Patrícia Neal, a admirável atriz que teve um grave derrame, mas se recuperou vencendo dificuldades tremendas.
Cegue-o aos 44 anos, e terá John Milton, que, 16 anos depois, escreveu Paraíso Perdido.
Chamem-no de caso perdido e reprove-o na sexta série, e terá um Winston Churchill.
Castigue-o com a miséria e preconceitos, e ela poderá sobreviver para tornar-se outra Golda Meir.
Coloque-a contra a discriminação sexual, e terá uma Madame Curie.
Diga a um garoto que gostava de desenhar e pintar que ele não tem talento, e terá um Walt Disney.
Peque uma criança aleijada, cujo único lar foi um orfanato, e terá James E. West, que se tornou o primeiro executivo dos Escoteiros da América.
Considere-o ‘medíocre’em Química, e terá um Louis Pasteur.
Torne-o homossexual, e terá um Miguel Ângelo e um milhão de outros talentos.
Nem todas as incapacidades são físicas ou visíveis. E nem todos os que venceram, apesar das dificuldades, são celebridades.Toda família tem os seus heróis e heroínas para quem não há medalha de honra suficientemente importante para recompensar as suas façanhas.É a vocês, cujos nomes não aparecem aqui, mas mereciam aparecer, que dedico esta coluna”.
Fonte: Texto retirado do jornal Los Angeles Times. Tradução livre.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Vinculações mentais - Artigo - Diário do Nordeste

Opinião
Debates e idéias (30/12/2007)

Vinculações mentais

LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO

No dia 23 de agosto de 1973, três mulheres e um homem foram rendidos por seqüestradores num assalto a banco, em Estocolmo, na Suécia, e ao final do desfecho desse caso duas das vítimas acabaram se casando com os seus raptores, fato este que ficou conhecido mundialmente como a “Síndrome de Estocolmo”. Passa desapercebido nas pessoas a questão das vinculações mentais de tão sutis que são. Na historinha acima, percebe-se que os conflitos dos seqüestradores comoveram suas vítimas, que acabaram vivenciando os mesmos e se vinculando mentalmente com os seus algozes. Não é raro vermos no dia-a-dia essa situação se repetindo de diversas formas. Mulheres que são muito amigas e/ou na relação de filha e mãe que se confidenciam seus dramas mutuamente, acabam se vinculando mentalmente e a prova irrecusável disso é que até a menstruação passa a ter a mesma data. Muitas pessoas sofrem por problemas mundanos que nada tem a ver com elas e acabam se apropriando indevidamente daquele sofrimento, mas é necessário compreender que problemas coletivos exigem soluções coletivas. A vinculação mental gera dependência psíquica e é seguro dizer que as tragédias nos relacionamentos ocorrem por conta das pessoas não saberem separar o que é o problema de um e que é do outro. No estado contratransferencial, o sujeito vivencia o problema do outro por conta de estar vinculado mentalmente a outra pessoa, e isso é péssimo. Equivocadamente, os pais – mais as mães – querem fazer de suas filhas verdadeiras analistas e acabam sem saber tirando o glamour pela vida, pois no inconsciente delas são plantadas todas aquelas situações pejorativas que lhes são transferidas. Filhos não são analistas e devem ser poupados desse pesado encargo. As tragédias mundiais, sempre exageradamente destacadas pela mídia, produzem sofrimento em todos e as pessoas passam a desenvolver medos, tensões, angústias, ansiedades, mas é necessário saber separar e entender que quase nunca damos causa para aquelas situações. Portanto, não se justifica o sofrimento apenas por conta da sutil vinculação mental coletiva.

* Psicanalista

sábado, 8 de dezembro de 2007

O exemplo japonês - Artigo - Diário do Nordeste


Opinião
Debates e idéias
O exemplo japonês

LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO
Na manhã, do dia 6 de agosto de 1945, às 8 horas e 15 minutos, era detonada a primeira bomba atômica no mundo, na cidade de Hiroshina, no Japão. Depois desse evento, a humanidade nunca mais seria a mesma e as ameaças de outras guerras com arsenais de destruição em massa, pairariam para sempre. A chamada “guerra fria” campearia por todos os continentes amedrontando povos e nações inteiras com possíveis novas guerras mundiais. Desproporcional a forma de como é decidido o destino da humanidade, pois, dos 217 países do planeta Terra, com os mesmos números de governantes e/ou líderes religiosos, administram quase sete bilhões de pessoas. Tornar-se herói de guerra, geralmente morto, quase não se rende homenagens e é possível afirmar, com alguma segurança, que os poucos corajosos e que desejam ir à guerra, são na verdade, angustiados potenciais suicidas. Os japoneses não falam a língua inglesa e é por demais difícil se comunicar por lá, mas estou seguro de que inconscientemente haja bloqueio para se aprender a língua pátria dos EUA que tentou, em outrora, destruí-los. E não é diferente isso nos países muçulmanos, pois apesar de serem pessoas fantásticas, guardam mágoas e cicatrizes profundas dos povos que os rejeitam e, equivocadamente, os vêem de forma pejorativa, tudo isso por causa dos extremistas também chamados de xiitas, que nada têm a ver com a grande maioria dos muçulmanos. Não há esse “ódio” entre esses povos todos e parece-me algo apenas virtual. Não se pode descartar a hipótese de que todos esses profetas, que se matam em nome deles, nem sequer tenham existido. Tem muita coisa por trás das guerras. Nos países beligerantes, há sempre túmulos do “soldado desconhecido”, que diz no seu epitáfio: não sabemos o seu nome, mas sabemos muito bem o que você fez por nossa pátria - homenagem subliminar. Os japoneses não querem mais guerra de jeito nenhum. Em temporada nipônica, notei que, eles, apesar dos traumas, superaram as trágicas lembranças da bomba atômica e compensam com lhaneza sem fim a dificuldade extrema de comunicação lingüística que se tem naquela plaga.
* Psicanalista

sábado, 1 de dezembro de 2007

Debute da Nova Era - Artigo - Diário do Nordeste

LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO

Debute da Nova Era

Estabeleceu o filósofo Marco Aurélio: “Onde não há julgamento, não há sofrimento”. Na Nova Era não deverá existir mais justiça como essa convencional ainda existente, pois não deu certo o seu modelo e as próprias comunidades deverão resolver as possíveis querelas de forma harmoniosa e rápida. Conselhos de conciliação serão formados nas comunidades em substituição aos políticos e aos juizes, para solucionar, planejar e decidir tudo. As pessoas viverão em comunidades que, serão organizadas por afinidades e consangüinidade, mas dentro do máximo respeito à dignidade do homem. O capitalismo escravizou toda a humanidade e atrasou o processo evolutivo da humanidade e, portanto, não deverá ser insistido esse anacrônico e inepto sistema. Sociedades secretas não serão instaladas, pois a transparência deverá ser exortada sempre. Boas tradições e costumes que foram desperdiçadas por ignorância do homem, serão restauradas na Nova Era, tais como: a prática diária da yoga, a alimentação natural, o respeito à Natureza, boas leituras, caridade e compaixão ao próximo, honestidade, ética e tudo no planeta deverá doravante ser ecologicamente correto. Os ensinamentos psicanalíticos até aqui amealhados sobre o comportamento humano, devem ser propagados para se evitar muitos dos sofrimentos humanos que são causados por mera ignorância. Religião alguma será aproveitada ou criada na Nova Era, pois todas, sem exceção, faliram e atrasaram também o processo evolutivo da humanidade e aposentaremos todos os deuses e santos existentes. A igualdade, a educação, o respeito e a solidariedade entre os povos será condição singular para que nunca mais no mundo aconteçam guerras e injustiças. Não se deve temer, mas não será fácil para ninguém a transição para a Nova Era, e os que estiverem entre os Escolhidos, deverão observar essas singelas anotações, pois a humanidade não pode mais cometer os mesmos erros de outrora. A vida e a história da humanidade são cíclicas e tudo que nos acontece faz parte do processo de renovação do mundo. Não mais tardará para a humanidade saber toda a verdade.
* Psicanalista

sábado, 24 de novembro de 2007

Poder de decisão - Artigo - Diário do Nordeste

LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO

Poder de decisão

A todo instante estamos em vias de decidir como será o nosso futuro. Temos que assumir que somos os únicos responsáveis por tudo que nos acontece durante a vida. A maioria das pessoas sempre quer atribuir a má sorte ou mesmo a castigo divino, os seus insucessos e dissabores na vida, mas na grande maioria das vezes, a decisão estava em suas mãos e foi tomada a mesma de forma equivocada. Não entra na cabeça de ninguém que muitas das pessoas que cometem delitos de pequena monta, gastam tudo que tinham com advogados, quando são surpreendidos pela policia. Tabagistas inveterados sabem, que terão problemas respiratórios, enfisemas pulmonares e câncer, mas não abandonam o cigarro por nada, quando a decisão está em suas mãos. Com o alcoolismo não é diferente, pois muitas pessoas sabem que podem até perder suas preciosas vidas por conta dos desequilíbrios causados pelo álcool, mas sempre tomam a decisão errada. As drogas são caminhos muitas vezes sem volta e quase sempre, o adicto termina num nosocômio, mas poderia evitar isso. Os pais são fundamentais na formação de seus filhos, pois os mesmos têm-nos como referencial e sem o exemplo de sublimação desses vícios ficará difícil convencer seus filhos que os mesmos, não valem a pena e que são apenas armadilhas ilusórias de autodestruição. A saúde não tem preço e muitos só aprendem isso após adoecer gravemente. Quantos crimes passionais poderiam ter sido evitados se os cônjuges tivessem evitado os relacionamentos extraconjugais e sido leal ao seu companheiro (a), mas optaram pela satisfação de mero desejo momentâneo e criaram problemas permanentes. Se as pessoas parassem para analisar e medir seus atos, suas conseqüências e importâncias futuras, muitas tragédias e doenças teriam sido evitadas no mundo, mas o Ser humano é imediatista e quer gozar a qualquer preço de forma hedonista. Em todas essas situações acima, o livre-arbítrio do homem foi respeitado e ele assumiu o risco de suas decisões e, portanto, não poderá reclamar ou culpar quem quer que seja pelos seus infortúnios, pois a decisão sempre esteve e estará em suas mãos.
* Psicanalista

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

sábado, 10 de novembro de 2007

Quimera esquerdista - Artigo - Diário do Nordeste


Opinião

Quimera esquerdista

LUÍS OLÍMPIO FERRAZ MELO
Não fui e nem nunca serei filiado a qualquer partido político, daí ficar bem à vontade aqui, para falar sobre a cova rasa cavada pela “esquerda” brasileira. Parece impossível viver, e não ser enganado em algum momento da vida, e por qualquer motivo, mas há pessoas que parecem “curtir” esse estado de enganação que os políticos tentam fazer com os eleitores. Os pseudo-intelectuais, que diziam ter a fórmula exata para a redenção do país, agora silenciaram e assistem ao funeral da esquerda de forma omissiva e concorrendo para todos os delitos que os ex-esquerdistas estão a cometer contra a nossa pátria.Os ex-esquerdistas mudaram o discurso ao assumirem o poder, e são hoje em dia, meros boquirrotos e fisiologistas. Traíram o nosso povo e a nossa pátria, pois passaram mais de duas décadas pregando a ética e a moralidade na vida pública, mas na verdade revelaram-se apenas invejosos do poder e das benesses que os governistas sempre usufruem. Não são mais moralistas – se é que foram um dia – e furtaram a esperança do povo brasileiro e não há mais ninguém para contestar esse desastrado governo, pois tradicionalmente era a esquerda que sempre se insurgia contra as mazelas da política. Infelizmente não há mais esquerda no Brasil – se é que teve um dia – e os ex-esquerdistas estão preocupados apenas em se manter no poder e garantir o emprego de seus aliados. Criticaram tanto a divida externa nos governos anteriores, inclusive prometendo auditoria na mesma, mas acabaram foi aderindo aos caprichos dos banqueiros internacionais. Estou envergonhado de ter votado com a esquerda nas últimas eleições e peço perdão aos políticos que critiquei em outrora. Não acredito mais em nenhum político, pois eles não ficam indignados diante de tantos desvios de conduta e do erário. Os ex-esquerdistas defendem agora subliminarmente a tese de que o pecado existe, e de que todos somos pecadores compulsivos. Implantaram programas sociais fisiologistas que, além de alienar os mais necessitados, acabam também escravizando-os. O ideal esquerdista de outrora, transformou-se hoje em dia, em mera quimera.
* Psicanalista